Uma juventude na Alemanha

Juventude_imagemCapa
Autoria de
Ernst Toller

Tradução por Ricardo Ploch

Idioma: português
Edição: 1ª
Preço: R$ 36,00
Ano de lançamento: 2015
Número de páginas: 280
ISBN: 978.85.68258.05-4

Uma juventude em tempos extraordinários

Esta autobiografia cobre apenas os primeiros 30 anos do dramaturgo, mas em um período crucial da história alemã – do império que avançava para o Leste, passando pela Primeira Guerra, até as violentas convulsões sociais no imediato pós-guerra. Segundo o próprio, “Não é apenas minha juventude que está aqui registrada, mas a juventude de uma geração e, além disso, parte da história de uma época. Essa juventude trilhou muitos caminhos, seguiu falsos ídolos e falsos líderes, mas nunca deixou de buscar o esclarecimento e de seguir os preceitos do espírito.” Trata-se de alguém que acreditava que as pessoas tinham uma “missão humana” e vivenciou tempos extraordinários.

COMPLEMENTO - Um apolítico vai ao Reichstag, Joseph Roth

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Sobre o autor

O dramaturgo Ernst Toller, autor de sucessos de pública e crítica como Die Wandlung e Masse Mensch, foi um dos expoentes do expressionismo alemão. Nascido em uma família burguesa judia na parte oriental do Império Alemão – em território hoje pertence à Polônia, mas que no passado tinha relevantes enclaves populacionais de língua alemã -, Toller narra cenas de sua infância que nos remetem ao filme A Fita Branca (2009), de Michael Haneke, com episódios de intolerância religiosa, crueldade contra vulneráveis – seja um filhote que involuntariamente desobedece aos comandos do dono, seja um doente a quem é negada assistência –, xenofobia e segregação social.

Inflamado pelo patriotismo, alistou-se voluntariamente na Primeira Guerra Mundial, mas ao longo da guerra tornou-se ferrenho pacifista. Teve papel importante na Revolução Alemã – chegou a ser, por alguns dias, presidente da República Conselhista da Baviera –, razão pela qual foi acusado de alta traição e condenado a cinco anos de prisão.

Com a ascensão do regime nazista, em 1933, exilou-se incialmente na Inglaterra e depois nos Estados Unidos. Com dificuldades de adaptação no exterior, profundamente desapontado com o reconhecimento internacional do governo do ditador fascista Francisco Franco, que havia contado com o apoio militar dos nazistas na Guerra Civil Espanhola, e angustiado pela notícia de que seus irmãos haviam sido enviados a campos de concentração, cometeu suicídio em 1939, em Nova Iorque.

Sobre o tradutor

Ricardo Ploch é mestre em Filosofia da Lógica pela Universidade de São Paulo. Além de Uma juventude na Alemanha, de Ernst Toller, para a Mundaréu, traduziu textos filosóficos do inglês e do alemão.