O Súdito

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Autoria de
Heinrich Mann

Tradução por Sibele Paulino

Idioma: português
Edição: 1ª
Preço: R$ 38,00
Ano de lançamento: 2014
Número de páginas: 448
ISBN: 978-85-68259-03-0

Mais do que uma sátira

Dizer que O Súdito é uma sátira à sociedade alemã das décadas anteriores à Primeira Guerra Mundial e, particularmente, de um tipo humano comum naquele período, é perfeitamente correto, mas não lhe faz justiça. A sutileza e a percepção histórica — além do humor — presentes na narrativa da vida de Diederich Hessling na Alemanha guilhermina extrapolam as expectativas usuais em relação a uma sátira.

E, em vista da história alemã posterior ao lançamento do livro (1919), impossível não se impressionar.

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Sobre o autor

Luiz Heinrich Mann (1871-1950) nasceu em Lübeck, Alemanha, filho de um abastado comerciante e senador local e de uma brasileira de Paraty, Júlia da Silva Bruhns. Era irmão de Thomas Mann, autor de A montanha mágica e Dr. Fausto (ambos publicados pela Nova Fronteira) e ganhador do prêmio Nobel de Literatura em 1929, e tio de Klaus Mann, autor de Mefisto (Estação Liberdade).

Heinrich Mann foi um escritor de grande observação social e de manifesto posicionamento político. Era renomado e bastante lido durante a República de Weimar – governo instaurado após a derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial. Esse prestígio deu-se em grande parte por O súdito, concluído antes do início da guerra, em 1914, mas censurado e somente publicado na íntegra em 1919.

Com a ascensão de Hitler e do nazismo ao poder, em janeiro de 1933, Heinrich Mann partiu da Alemanha para o exílio. Seus livros foram queimados nas fogueiras promovidas pelos nazistas, e sua primeira mulher foi enviada a um campo de concentração em 1940. Mann morreu nos Estados Unidos poucos anos após a Segunda Guerra Mundial, como cidadão da República Tcheca, antes do programado retorno a Berlin Oriental.

Sobre o tradutor

Sibele Paulino é formada em Letras – Alemão pela Universidade Federal do Paraná, onde também concluiu o mestrado sobre literatura alemã e brasileira e atualmente é doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Geografia, com projeto dedicado à literatura de língua alemã.

Sua carreira acadêmica e área de pesquisa refletem-se em seus trabalhos de tradução. Sibele traduziu artigos sobre Max Weber para Revista Tempo Social, da USP (2012), entres outros trabalhos de perfil acadêmico. Traduziu ainda Terra Mátria. A família de Thomas Mann e o Brasil, de Frido Mann, Paulo Astor Soethe e Karl-Josef Kuschel, para a editora Civilização Brasileira (2013).