Montaigne

montaigne
Autoria de
Stefan Zweig
Coleção
Dois Mundos

Tradução por Giovane Rodrigues

Idioma: português
Edição: 1ª
Preço: R$ 28,00
Ano de lançamento: 2015
Número de páginas: 104
ISBN: 9788568259061

Busca de compreensão e tolerância em tempos sombrios

Zweig escreveu este pungente ensaio biográfico em seu exílio no Brasil, durante a Segunda Guerra Mundial. Em um período de trevas, intolerância e desesperança, Zweig foi buscar em Michel de Montaigne (1533-1592, Dordonha, França), filósofo moralista, grande representante do renascimento francês e de marcada atuação política em prol da tolerância e do entendimento durante as guerras religiosas na França, um companheiro na difícil busca pela liberdade humana.

“Não se pode ser demasiado jovem nem desprovido de experiências e desilusões para poder apreciá-lo [Montaigne] corretamente, e o seu pensamento livre e imperturbável se faz muito mais útil para uma geração que, como a nossa, foi lançada pelo destino num levante turbilhante do mundo. Apenas aquele que teve de vivenciar em sua própria alma convulsionada um tempo que, com guerra, violência e ideologias tirânicas, ameaça à vida do indivíduo e a substância mais preciosa dessa vida, a liberdade individual; apenas esse sabe quanta coragem, quanta honestidade e determinação são necessárias, em tais tempos de delírio em massa, para se manter fiel ao seu mais íntimo eu. Somente esse sabe que não há na terra nada mais difícil e problemático do que manter imaculada a independência espiritual e moral em meio a uma catástrofe de grandes proporções. Somente depois de duvidar e perder a fé até mesmo na razão e na dignidade da humanidade somos capazes de louvar como um grande acontecimento quando um indivíduo mantém-se exemplarmente erguido em meio ao caos mundial.”

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Sobre o autor

Escritor austríaco de ascendência judaica, foi um dos mais importantes escritores de língua alemã do século XX. De família rica, teve formação exemplar e estudou filosofia e literatura em Viena e Berlim. Sua obra inclui contos, romances, peças e elogiadas biografias (como de Erasmo de Roterdã, Balzac, Fernão de Magalhães e Maria Antonieta).

A Primeira Guerra Mundial fez dele um pacifista convicto, apartidário, aprofundando seus valores essencialmente humanistas e visões como a de uma Europa integrada. Após a ascensão de Hitler ao poder na Alemanha em 1933, Zweig optou por deixar a Áustria pela Inglaterra, e obteve cidadania britânica. Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, Zweig deixou a Europa e, depois de um período nos Estados Unidos, veio ao Brasil, país que já conhecia e cujo convívio social e a miscigenação o impressionara; a partir desse encantamento,  escreveu Brasil, país do futuro (1941), cujo título tornou-se quase um epíteto deste país.

Vivenciou duas guerras, o desmoronamento de seu país, o exílio, um período de pouca tolerância e equilíbrio. Encontrou em Montaigne um companheiro na difícil busca pela liberdade humana, como deixa claro nas pungentes páginas iniciais desta biografia. Em um gesto de desesperança com o curso da guerra na Europa, Zweig cometeu suicídio em Petrópolis, no carnaval de 1942.

Sobre o tradutor

Giovane Rodrigues é mestre em Filosofia da Lógica pela Universidade de São Paulo.